Exposição de multimídia na BYU comemora bicentenário da Primeira Visão

PROVO, Utah – Para Santos dos Últimos Dias e muitos outros, o bicentenário da Primeira Visão do jovem Joseph Smith será, pela primeira vez, uma oportunidade de ponderar um momento cósmico e essencial da história – enquanto explora a conexão pessoal com o divino.

A teofania do rapaz de 14 anos, em 1820, no Bosque Sagrado marcou tanto a abertura da Restauração quanto a era de revelação profética que continua até hoje através do sucessor de Joseph, presidente Russell M. Nelson.

Contudo, a Primeira Visão ainda continua sendo talvez o lembrete perfeito de que mortais ainda podem se comunicar com o Pai Celestial e Seu Filho, Jesus Cristo.

Uma exibição que está em andamento na Harold B. Lee Library da BYU intitulada “Um Pilar de Luz: Celebrando 200 Anos da Primeira Visão” comemora os aspectos históricos e profundamente pessoais daquele momento tão importante.

Localizado no primeiro andar da biblioteca na área da Coleção Especial L. Tom Perry, a exibição explora o lugar essencial da Primeira Visão na história religiosa da América.

As galerias mostram: fotografias antigas do Bosque Sagrado de Nova York, documentos raros e livros da coleção da biblioteca, uma imagem infográfica com menções da Primeira Visão em conferências gerais e uma obra de arte original intitulada “Primeiras Visões” feita por um professor/artista da BYU, Tony Sweat. Sua pintura é um dos pontos principais da exibição.

Visitantes da exibição, que talvez nunca visitem Palmyra, podem ainda assim “sentir” o ambiente do Bosque Sagrado. Os sons tranquilos de pássaros gorjeando e brisas suaves permitem que os visitantes imaginem que estão com Joseph Smith enquanto ele ora por clareza e direção.

A exibição “Um Pilar de Luz” na BYU inclui vários elementos de multimídia que permitem que os visitantes ganhem um novo entendimento da Primeira Visão.
A exibição “Um Pilar de Luz” na BYU inclui vários elementos de multimídia que permitem que os visitantes ganhem um novo entendimento da Primeira Visão. Credit: BYU Photo

Uma das metas centrais da exibição era de prover para os visitantes os aspectos históricos da Primeira Visão enquanto simultaneamente os conecta com o nível pessoal deste evento monumental.

“Esperamos que seja tanto uma experiência educacional quanto inspirada”, disse Ryan Lee, curador da coleção dos manuscritos do século 19.

Gerrit Van Dyk, curador como Lee, disse que as pessoas hoje – assim como o jovem Joseph – se sentem frequentemente desconectadas. Elas também querem saber em que lugar pertencem e onde podem encontrar significado para suas vidas.

Isso torna uma exibição como “Um Pilar de Luz” e o evento que ela comemora “mais relevante do que talvez em toda a história”, ele disse.

A exibição tem sido preparada por cinco anos. Curadores reconheceram a importância do aniversário da Primeira Visão e queriam acertar em cheio.

“Estamos sempre procurando eventos significativos que possamos comemorar de alguma forma e esse foi um dos grandes. Sabíamos que precisávamos fazer algo”, Lee disse.

Van Dyk disse que a exibição oferece aos visitantes uma caminhada através do tempo. Começa com a parte sobre a história da religião na América que contextualiza a confusão de Joseph Smith sobre as questões teológicas da época.

Uma área subsequente inclui todos os nove relatos da Primeira Visão.

Todos os nove relatos da Primeira Visão estão inclusos na exibição “Um Pilar de Luz” da BYU.
Todos os nove relatos da Primeira Visão estão inclusos na exibição “Um Pilar de Luz” da BYU. Credit: BYU Photo

“Isso foi algo que foi muito importante para nós”, Van Dyk disse. “Nós queríamos ter tudo que havia vindo de Joseph … exibido em sucessão, para que os visitantes possam compará-los e pensar sobre eles.”

“Um Pilar de Luz” também inclui uma área que destaca o centenário da Primeira Visão, que inclui um diário do élder James E. Talmage e fotografias históricas do Bosque Sagrado, assim como objetos e móveis usados nas celebrações.

As áreas também destacam como intelectuais se envolveram com a Primeira Visão, seja como críticos ou crentes.

Pinturas, partituras e poesias e até alguns painéis de histórias em quadrinho demonstram as muitas formas que pessoas interpretaram e internalizaram os eventos ao redor da experiência de Joseph no bosque.

A última área “estimulando o crescimento” foi feita para visitantes saírem se perguntando: “O que a Primeira Visão significa para mim?”

Curadores esperam que a exibição seja vista por pessoas de todas as idades e religiões. A Primeira Visão é um lembrete de que cada indivíduo é importante.

“E, assim como Joseph, não importa quão escuro ou agourento o inimigo seja, podemos continuar a chamar e seremos ouvidos”, Van Dyk disse.

Lee acrescentou que sua expectativa é que os visitantes encontrem um espaço que promova paz e reflexão silenciosa.

A entrada na exibição “Um Pilar de Luz” é grátis. A exibição permanecerá aberta até junho de 2020. Para aqueles que não conseguirem ir até Provo, um site foi criado para dar apoio à exibição e está disponível em exhibits.lib.byu.edu/first-vision/.