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5 vezes que David McCullough ofereceu uma ‘lição de história’ aos santos dos últimos dias

O premiado autor, historiador e narrador faleceu no domingo, 7 de agosto, aos 89 anos

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“The Pioneers: The Heroic Story of the Settlers Who Brought the American Ideal West” [Os Pioneiros: A história heroica dos colonos que trouxeram o ideal americano ao oeste] foi o último livro do historiador David McCullough, vencedor do Prêmio Pulitzer.

Simon & Schuster


David McCullough — autor premiado, historiador americano e narrador de documentários da PBS Television — faleceu no domingo, 7 de agosto, em sua residência em Hingham, Massachusetts.

O historiador de 89 anos de idade era conhecido por sua capacidade de dar vida a eventos e personagens do passado dos Estados Unidos, de uma maneira que fazia seus livros parecerem mais ficção do que história. 

“Considero a escrita da história como uma forma de arte”, disse McCullough em uma entrevista em 2008 para um documentário. “E estou me esforçando para escrever um livro que possa ser classificado como literatura. Não quero que seja apenas legível. Não quero que seja apenas interessante. Quero que seja algo que mova o leitor. Algo que me mova.”

Rosalee Barnes McCullough, amada esposa de McCullough por mais de 60 anos, a quem ele chamava de sua estrela polar, ou a estrela pela qual ele navega, faleceu menos de dois meses atrás, de acordo com a Associated Press [links em inglês].

Várias vezes durante sua aclamada carreira, o autor cruzou caminho com líderes da Igreja ou com o público santo dos últimos dias. 

Aqui está uma retrospectiva das cinco vezes em que ele ofereceu uma “lição de história” aos santos dos últimos dias.

1. “A gloriosa causa da América”

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David McCullough, autor de “John Adams” e “1776”, discursou no Marriott Center, na BYU, em 27 de setembro de 2005.

Stuart Johnson, Deseret News

Durante um fórum na Universidade Brigham Young no dia 27 de setembro de 2005, McCullough ensinou aos estudantes sobre “A gloriosa causa da América” [em inglês], o título de seu discurso.

“Podemos ter conhecimento dos anos e das pessoas que nos precederam. E se amamos nosso país — se amamos as bênçãos de uma sociedade que aprova a liberdade de expressão, a liberdade de religião e, acima de tudo, a liberdade de pensarmos por nós mesmos — então, certamente, devemos saber como essas liberdades surgiram”, disse ele. “Quem foram os responsáveis? O que eles fizeram? O quanto eles contribuíram? O quanto eles sofreram?”

Ele também desafiou os estudantes a acompanharem a história avidamente. “Espero que vocês façam isso, não apenas porque se tornarão melhores cidadãos, não apenas porque aprenderão muito sobre a natureza humana e sobre o princípio de causa e efeito em suas próprias vidas, bem como na vida da nação, mas como uma fonte de força, como um exemplo de como nos comportarmos em tempos difíceis — e vivemos em tempos muito difíceis e incertos. Mas espero que vocês também descubram uma fonte de prazer na história. Leiam a história por prazer, como leriam um grande romance ou poesia, ou assistiriam a uma excelente peça.”

2. Uma visita ao Presidente Hinckley

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Presidente Gordon B. Hinckley é apresentado ao autor/historiador David McCullough, no dia 9 de novembro de 2006.

Cortesia do Escritório do Presidente

No dia 9 de novembro de 2006, McCullough viajou para Utah para discursar e fez uma visita ao Presidente da Igreja, Gordon B. Hinckley [em inglês]. 

O Church News relatou que os dois notáveis autores compartilhavam um amor pela história americana e discutiram o livro de McCullough sobre John Adams, o segundo presidente dos Estados Unidos.

Durante a visita, Presidente Hinckley perguntou a McCullough sobre os Pais Fundadores dos Estados Unidos. “Acho que aqueles homens eram um pouco arrogantes e talvez tivessem um gênio difícil, mas eles tinham uma determinação primordial, a qual era o estabelecimento desta nação. Esta é uma avaliação justa?”

McCullough concordou e observou que os Pais Fundadores “se viam como atores com um grande papel histórico e estavam determinados a cumprirem sua parte.”

3. Cidadão Municipal do Século

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Historiador e autor David McCullough, à esquerda, parabeniza Presidente Gordon B. Hinckley após ele ter recebido o Prêmio Municipal Citizen of the Century [Cidadão Municipal do Século], no dia 12 de setembro de 2007, em Salt Lake City.

Jeffrey D. Allred, Deseret News

No dia 12 de setembro de 2007, Presidente Hinckley foi homenageado pela Utah League of Cities and Towns 100th Annual Convention (100ª Convenção Anual da Liga de Cidades e Municípios de Utah) como o "Municipal Citizen of the Century" [Cidadão Municipal do Século -em inglês].

No almoço, McCullough foi o orador convidado. Em seus comentários, Presidente Hinckley reconheceu McCullough que, como ele, recebeu uma Medalha Presidencial da Liberdade, o mais alto prêmio civil concedido pelo Governo dos Estados Unidos.

Presidente Hinckley disse que adquiriu um apreço maior pelo trabalho que foi necessário para construir esta nação ao ler os livros “John Adams” e “1776”, escritos por McCullough. No entanto, ele tinha apenas folheado a biografia de Harry Truman, obra de mil páginas vencedora do Prêmio Pulitzer, escrita por McCullough. 

“Aos 97 anos, não tenho tempo para ler algo tão longo”, brincou Presidente Hinckley.

Durante seu discurso, McCullough disse que a lição de história mais importante é a que nos ensina como sermos seres humanos decentes, com a qual aprendemos “como nos comportarmos nos papéis para os quais a vida nos escalará”.

4. Concerto de Natal do Coro do Tabernáculo na Praça do Templo

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David McCullough, ao centro, sua esposa, Rosalee Barnes, Presidente Thomas S. Monson, a cantora Natalie Cole e líderes e membros do Coro do Tabernáculo na Praça do Templo, na época conhecido como Coro do Tabernáculo Mórmon, na manhã de domingo, 13 de dezembro de 2009.

Gerry Avant

Em dezembro de 2009, McCullough apresentou uma leitura de “American Christmas Memories” [Recordações do Natal americano], como parte do concerto anual de Natal do Coro do Tabernáculo na Praça do Templo.

Durante a última das apresentações ao vivo, no Centro de Conferências em Salt Lake City, Thomas S. Monson, Presidente da Igreja, juntou-se aos convidados no palco. 

Ele lhes disse que as quatro palavras mais importantes da língua inglesa são: “I am proud of you” [Estou orgulhoso de você]. As duas palavras mais importantes, disse ele, são: “Thank you” [Obrigado].

Ao olhar para a cantora/compositora Natalie Cole e McCullough, Presidente Monson disse: “Estamos orgulhosos de vocês. Obrigado.”

O Church News informou [em inglês] que McCullough, duas vezes vencedor do Prêmio Nacional do Livro e do Prêmio Pulitzer, disse: “Presidente Monson, estranhamente, estou sem palavras.”

Em uma coletiva de imprensa após uma apresentação [em inglês], McCullough disse que sentiu que, participar do concerto, foi uma chance maravilhosa de falar sobre algo com o qual ele se importa muito, “que é o fato de que a história nunca deve ser vista apenas como política e militar, e que deixar de lado a música, a arte, a literatura, a arquitetura, a dança, a poesia e o drama é omitir, não apenas a cor, o sabor e o som, mas também grande parte da alma da civilização”.

Ele acrescentou: “O fato de termos músicos, dançarinos, pessoas citando grandes passagens da Bíblia, cantores e arquitetura juntos nesta única apresentação é algo pelo qual nunca devemos deixar de ser gratos.”

5. Uma comemoração da história da família

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O autor e historiador David McCullough, ao lado de Presidente Henry B. Eyring, agradece ao público após seus comentários durante o evento “Uma comemoração da História da Família” em Salt Lake City em 2010.

Arquivos do Deseret News

Em maio de 2010, McCullough acompanhou Presidente Henry B. Eyring, na época primeiro conselheiro na Primeira Presidência, como um dos oradores de destaque no evento “Uma comemoração da História da Família” [em inglês], uma conferência genealógica nacional, organizada pelo FamilySearch. 

Em seu discurso, McCullough admitiu que nunca soube muito a respeito de nenhum dos assuntos sobre os quais se propôs a escrever um livro. 

“Sinto que cada livro é uma jornada, uma aventura, uma busca, um caso de detetive e uma experiência, como pisar no solo de um outro continente para o qual você nunca viajou”, disse ele. “Esse é o prazer de se escrever. Essa é a compulsão de se escrever. E nós, seres humanos, somos motivados por algo com o qual somos abençoados: a curiosidade. Isso é o que, entre outras coisas, nos distingue dos repolhos. Quanto mais sabemos, mais queremos saber; a curiosidade é acelerada.”

 

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