Como mudanças nos Seminários e Institutos ajudarão a coligar Israel

Recentes mudanças no programa dos Seminários e Institutos de Religião, ambas atuais e futuras, fazem parte de um convite para “nos unirmos à maior obra na Terra — a necessidade urgente e a oportunidade de coligar Israel”, disse Chad H. Webb, administrador dos Seminários e Institutos da Igreja. 

Webb fez o convite para ajudar na coligação de Israel aos instrutores, administradores e outros funcionários do Sistema Educacional da Igreja, durante um painel de discussão como parte da transmissão do Treinamento Anual dos Seminários e Institutos de 2021 na terça-feira, dia 26 de janeiro. 

O treinamento digital também incluiu palavras do Élder Paul V. Johnson, Setenta Autoridade Geral e Comissário de Educação da Igreja, e da presidente irmã Jean B. Bingham, presidente geral da Sociedade de Socorro.

Rory Bigelow, administrador associado de operações, e Adam Smith, administrador associado de instrução, participaram com Webb na discussão para compartilhar a visão do objetivo dos Seminários e Institutos — ajudar a coligar Israel entre toda uma geração de jovens e jovens adultos.

Os Seminários e Institutos estão satisfazendo “maravilhosamente” as necessidades de membros ativos e engajados da Igreja, disse Webb.  Contudo, “outros não estão sendo impactados, e a verdade é que o número de matrículas nos programas do SEI está em queda mundialmente.

Presidente Bingham exorta professores dos Seminários e Institutos a fornecerem ‘alimento espiritual’ a seus alunos

Webb observou que, coligar Israel inclui o trabalho missionário e o trabalho do templo, mas como Presidente Russell M. Nelson ensinou, “também inclui edificar a fé e o testemunho no coração daqueles a quem servimos.”

Embora “perder” alguns jovens e jovens adultos seja preocupante, as escrituras frequentemente se referem a isso como sendo dispersão ou coligação, explicou Webb. “Existem alguns que estão perdendo a fé. Porém, sabemos quem eles são; não estão perdidos para nós. Contudo, estão dispersos devido às influências do mundo e podem até terem se retirado do nosso meio. Temos uma oportunidade extraordinária e uma necessidade de ajudar na ‘coligação’ desta parte de Israel.

Isto será realizado ao criarmos experiências que resultem em conversão, relevância e pertencimento, e disponibilizando tais experiências ao maior número de jovens possível, disse Webb. No entanto, criar essas experiências requer algumas modificações.

Chad H. Webb, administrador dos Seminários e Institutos da Igreja, participa de um painel de debate durante a transmissão do Treinamento Anual dos Seminários e Institutos de 2021 na terça-feira, dia 26 de janeiro de 2021.
Chad H. Webb, administrador dos Seminários e Institutos da Igreja, participa de um painel de debate durante a transmissão do Treinamento Anual dos Seminários e Institutos de 2021 na terça-feira, dia 26 de janeiro de 2021.

“Precisamos mudar: ao invés de falarmos e contarmos, engajarmos e convidarmos; ao invés de dizermos aos alunos onde devem estar, encontrá-los onde estiverem; ao invés de apenas elogiarmos o aluno ideal, reconhecermos o que está tendo dificuldades; ao invés de fazermos atividades sociais, termos contato social significativo; ao invés de focarmos na conclusão do curso e formatura, ajudá-los em seu crescimento espiritual e transformação; ao invés de alunos passivos que recebem as ações, participantes ativos que são instrumentos do Espírito Santo”, disse Webb.

Webb, Bigelow e Smith apresentaram então, várias mudanças, algumas já implementadas e outras futuras, que farão com que Seminários e Institutos foquem no objetivo de coligar Israel.

Mudanças

Em parceria com a presidência geral da Escola Dominical e o departamento do Sacerdócio e da Família, os Seminários e Institutos terão um manual para professores da Igreja, disse Smith. “‘Ensinar à Maneira do Salvador’ e ‘Ensinar e Aprender o Evangelho’ serão combinados, simplificados, esclarecidos e unificados para disponibilizar uma definição bem clara de como ensinar, de como deve ser o aprendizado dentro da sala de aula e do tipo de experiência que os alunos devem ter quando estiverem conosco.”

Como apoio, eles também irão criar uma Biblioteca de Recursos de Treinamento para proporcionar aos professores um lugar onde possam assistir a uma habilidade de ensino sendo explicada e modelada, a qual poderão praticar e implementar. 

Esperamos realmente ajudar nossos professores a identificarem uma habilidade que eles queiram melhorar e terem recursos para fazerem isso, disse Smith. 

Eles também estão considerando “métodos eficazes e significativos” para os professores medirem e avaliarem a si mesmos.

Adam Smith, administrador associado de instrução, participa de um painel de debate durante a transmissão do Treinamento Anual dos Seminários e Institutos de 2021 na terça-feira, dia 26 de janeiro de 2021.
Adam Smith, administrador associado de instrução, participa de um painel de debate durante a transmissão do Treinamento Anual dos Seminários e Institutos de 2021 na terça-feira, dia 26 de janeiro de 2021.

Webb disse que, às vezes, os instrutores podem enxergar a avaliação de desempenho como um termo profissional que os deixam nervosos. Contudo, o manual, a Biblioteca de Recursos de Treinamento e as avaliações devem ser ferramentas positivas para “ajudá-los em seus desejos de progredirem e abençoarem seus alunos — não porque querem ser professores perfeitos, mas porque querem criar uma experiência melhor para seus alunos”, disse Webb.

Webb também expressou apreciação à disposição dos instrutores de se adaptarem às várias mudanças recentes, incluindo o alinhamento do currículo dos Seminários e Institutos com o “Vem e Segue-me”, e os ajustes dos requerimentos de leitura para a conclusão do seminário. 

“Outra mudança, ou talvez o maior problema, é o que tem acontecido nos últimos meses em nossas salas de aula com tantas interrupções, mudanças na aprendizagem virtual, entre outras, que foram criadas devido à pandemia”, disse Web.

Forçados a disponibilizar o ensino online, disse Smith, eles aprenderam duas coisas importantes. A primeira é que: “Nossos professores de tempo integral e nossos voluntários são muito dispostos, maravilhosos e consagrados. Eles realmente foram colocados em uma situação difícil e atuaram maravilhosamente bem.”

A segunda é que perceberam que há muito o que melhorar.

“Nosso nível de proficiência no ensino religioso online não chegou onde deveria ter chegado”, disse Bigelow. “Alguns adaptaram-se rapidamente, e por conta de suas habilidades inatas e intrínsecas, conseguiram ensinar. Outros já nem tanto.”

Rory Bigelow, administrador associado de operações, participa de um painel de debate durante a transmissão do Treinamento Anual dos Seminários e Institutos de 2021 na terça-feira, dia 26 de janeiro de 2021.
Rory Bigelow, administrador associado de operações, participa de um painel de debate durante a transmissão do Treinamento Anual dos Seminários e Institutos de 2021 na terça-feira, dia 26 de janeiro de 2021.

Eles precisam continuar adquirindo novas habilidades, disse Bigelow, e encontrar maneiras de melhorarem.

Muitos têm perguntado se haverá uma expansão na disponibilidade virtual das aulas do Seminário e Instituto após a pandemia de COVID-19.

“Eu apenas diria que ainda estamos estudando essas perguntas ” disse Webb.  “É bem provável que um dia teremos professores de tempo integral que ensinem apenas online. Porém, a verdade é que todos nós precisamos ter o entendimento básico de como ensinar online eficazmente. Todos podemos, a qualquer momento, ser chamados a fazer isso. 

Alguns professores se saíram “excepcionalmente bem” com a instrução online, continuou Webb. “Temos visto professores que quadruplicaram suas matrículas nos programas do Instituto porque possuem um método de ensino online muito eficaz.”

O que nunca mudará

Mesmo com mudanças e ajustes dentro do programa, uma coisa nunca mudará, disse Bigelow. “Existimos para ajudarmos jovens e jovens adultos a entenderem e a dependerem dos ensinamentos e do sacrifício Expiatório de Jesus Cristo. Queremos ajudá-los a se qualificarem e a se prepararem para as bênçãos que os aguardam.”

Outras duas coisas que nunca mudarão, acrescentou Smith, são que “sempre seremos fiéis às prioridades proféticas e à direção que recebemos dos profetas e apóstolos. E que sempre nos esforçaremos para termos o Espírito Santo conosco em nossa vida pessoal ao nos prepararmos, e especialmente quando estivermos na sala de aula com os alunos.”

Webb disse que nenhum programa ou recurso novo terá importância ou sucesso, a não ser que esteja alinhado com a vontade do Pai Celestial.  “Exigirá o melhor que temos a oferecer. Exigirá permitirmos que Deus prevaleça em nossas vidas. Exigirá estarmos dispostos a abraçarmos e respondermos às mudanças com alegria. Temos o poder de mudar vidas, devemos ensinar e testificar com corações transformados”, disse ele.