Capacidade de servir dos fiéis está vinculada à liberdade religiosa, disse Élder Rasband no Fórum Inter-religioso do G20

Apesar da perseguição religiosa que muitas religiões tradicionais sofreram, incluindo A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, estes grupos compartilham um compromisso de cuidar dos necessitados.

“Quando a religião tem liberdade para florescer”, disse Élder Ronald A. Rasband, “fiéis em todos os lugares realizam atos de serviço simples e, às vezes, heroicos”.

Élder Rasband, do Quórum dos Doze Apóstolos, discursou sobre o alcance global dos esforços humanitários e de serviço da Igreja, assim como de outras organizações religiosas, e como a liberdade religiosa faz com que essa ajuda se torne possível, no Fórum Inter-Religioso do G20 em Bolonha, Itália, na segunda-feira, dia 13 de setembro.

O G20 é um fórum internacional que reúne as principais economias do mundo. Este fórum se reúne todos os anos desde 1999 e realiza uma Cúpula anual desde 2008. O Fórum Inter-Religioso do G20 é realizado anualmente desde 2014 e, de acordo com seu site g20interfaith.org [em inglês], “oferece uma plataforma anual na qual uma rede de instituições e iniciativas religiosamente vinculadas se engajam em assuntos globais…”

Élder Ronald A. Rasband, do Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e Élder Jack N. Gerard, dos Setenta, conversam com Gady Gronich, da Fundação da Conferência de Rabinos Europeus, durante o Fórum Inter-Religioso do G20 em Bolonha, Itália, na segunda-feira, dia 13 de setembro de 2021.
Élder Ronald A. Rasband, do Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e Élder Jack N. Gerard, dos Setenta, conversam com Gady Gronich, da Fundação da Conferência de Rabinos Europeus, durante o Fórum Inter-Religioso do G20 em Bolonha, Itália, na segunda-feira, dia 13 de setembro de 2021. Credit: Jeffrey D. Allred, Deseret News

“Ao longo da história, pessoas religiosas sofreram muito nas mãos de outras pessoas”, disse Élder Rasband em seu discurso no Fórum na manhã de segunda-feira. 

Desde que Joseph Smith recebeu a Primeira Visão na primavera de 1820 e traduziu um antigo registro de escritos proféticos conhecido como o Livro de Mórmon, os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias também sofrem perseguição religiosa.

“Na época de Joseph, muitas pessoas que buscavam a Deus eram atraídas pelos ensinamentos únicos desta nova religião”, disse Élder Rasband. “Outras não. Oposição, perseguição e violência logo passaram a acompanhar Joseph e seus seguidores.” 

Membros da Igreja foram mortos, assaltados, violentados e expulsos de suas comunidades para locais que ficavam a milhares de quilômetros de distância. Eles fugiram de Nova York para Ohio e para Missouri, onde o governador emitiu uma ordem de extermínio. Em seguida, os santos dos últimos dias fugiram para Quincy, Illinois, onde seus 1.500 residentes acolheram 5.000 refugiados, lhes fornecendo abrigo, comida, vestimentas e empregos. 

Durante este tempo, Joseph Smith publicou as 13 Regras de Fé — princípios da Igreja em crescimento — incluindo, “Pretendemos o privilégio de adorar a Deus Todo-Poderoso de acordo com os ditames de nossa própria consciência; e concedemos a todos os homens o mesmo privilégio, deixando-os adorar como, onde, ou o que desejarem” (Regras de Fé 1:11).

Élder Ronald A. Rasband, do Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, discursa durante a sessão “Liberdade de Religião e Crença: Proteção das Minorias”, durante o Fórum Inter-Religioso do G20 em Bolonha, Itália, na segunda-feira, dia 13 de setembro de 2021.
Élder Ronald A. Rasband, do Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, discursa durante a sessão “Liberdade de Religião e Crença: Proteção das Minorias”, durante o Fórum Inter-Religioso do G20 em Bolonha, Itália, na segunda-feira, dia 13 de setembro de 2021. Credit: Jeffrey D. Allred, Deseret News

O ministério de Joseph Smith foi breve, disse Élder Rasband. Em 1844, ele foi morto enquanto estava preso sob falsas acusações em uma cadeia em Carthage, Illinois, quando uma turba de aproximadamente 200 homens invadiu o edifício e o martirizou, juntamente com seu irmão Hyrum Smith.

“Os inimigos pensavam que, ao derrubarem Joseph, destruiriam a Igreja”, disse Élder Rasband. “Mas os fiéis seguiram em frente.” Brigham Young conduziu milhares de membros da Igreja — refugiados religiosos — por 2.100 km em direção ao oeste, para o atual estado de Utah.

“Desde aqueles dias de intensa perseguição, nossa Igreja tem crescido continuamente para cerca de 17 milhões de fiéis, metade dos quais vivem fora dos Estados Unidos”, disse Élder Rasband.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, como muitas outras organizações religiosas representadas no Fórum do G20, tem um compromisso com Deus e com a caridade. “A verdadeira religião nos inspira a ajudarmos os necessitados”, disse Élder Rasband.

Só neste ano, a Igreja fez parceria com outras organizações sem fins lucrativos em 160 países. Isto inclui contribuições significativas para a iniciativa COVAX, um esforço global para fornecer 2 bilhões de vacinas contra a COVID-19. No mesmo período, a Igreja entregou mais de 26 milhões de refeições para alimentar famintos e realizou 294 projetos para refugiados em 50 países, “ajudando com abrigo, assistência médica e reassentamento de refugiados.”

Élder Ronald A. Rasband, do Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, segundo à direita, posa para uma foto com outros líderes religiosos durante o Fórum Inter-Religioso do G20 em Bolonha, Itália, na segunda-feira, dia 13 de setembro de 2021.
Élder Ronald A. Rasband, do Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, segundo à direita, posa para uma foto com outros líderes religiosos durante o Fórum Inter-Religioso do G20 em Bolonha, Itália, na segunda-feira, dia 13 de setembro de 2021. Credit: Jeffrey D. Allred, Deseret News

“Crenças e práticas religiosas são excelentes indicadores de serviço”, disse Élder Rasband. Ele listou várias organizações religiosas sem fins lucrativos que “fornecem esforços essenciais de ajuda humanitária e serviços sociais a milhares de pessoas.”

“A antiga frase judaica tikkun olam, que significa reparar ou curar o mundo, se reflete nos esforços de tantas tradições religiosas”, disse ele.

Conforme cada organização religiosa faz o bem, “contribuímos para o crescimento e a estabilidade de diversos países”, disse Élder Rasband. Ele citou um estudo de 2016 da Religious Freedom and Business Foundation [Fundação de Liberdade Religiosa e Negócios], que relatou que, “a religião contribui anualmente com cerca de 1,2 trilhão de dólares em valor socioeconômico para a economia dos Estados Unidos.”

“Se esse é o impacto da religião nos Estados Unidos, imaginem o que a religião pode fazer em todo o mundo”, disse Élder Rasband. “É por isso que proteger todas as religiões, mesmo as pequenas e minoritárias, como éramos e como somos, é fundamental. Quando as pessoas se sentirem seguras de que suas crenças serão sempre protegidas, elas ajudarão ao próximo de forma significativa.”

A irmã Sharon Eubank, primeira conselheira na presidência geral da Sociedade de Socorro, Élder Jack N. Gerard, dos Setenta, e sua esposa, a irmã Claudette Gerard, apreciam a vista do Palazzo Re Enzo, durante o Fórum Inter-Religioso do G20 em Bolonha, Itália, na segunda-feira, dia 13 de setembro de 2021.
A irmã Sharon Eubank, primeira conselheira na presidência geral da Sociedade de Socorro, Élder Jack N. Gerard, dos Setenta, e sua esposa, a irmã Claudette Gerard, apreciam a vista do Palazzo Re Enzo, durante o Fórum Inter-Religioso do G20 em Bolonha, Itália, na segunda-feira, dia 13 de setembro de 2021. Credit: Jeffrey D. Allred, Deseret News

A forte liberdade religiosa corresponde a outros direitos humanos vitais, disse ele.

“O bem da religião, seu alcance e os atos heroicos de amor que ela inspira só se multiplicam quando protegemos a liberdade religiosa.”

Élder Rasband expressou sua esperança de que a bondade universal, impulsionada pelas tradições religiosas, seja honrada e admirada. “Pessoas ao redor do mundo são abençoadas quando elevamos e encorajamos outros por meio de ajuda que salva vidas. Que possamos ser gratos pela oportunidade de fazermos a diferença.”