Santos dos últimos dias nas Paralimpíadas, dias 6 e 7: Ouro na natação e atualizações no goalball, atletismo e arremesso de peso

Com uma medalha de ouro no pescoço, a nadadora neozelandesa Tupou Neiufi enxugou os olhos enquanto as lágrimas continuavam a cair durante a cerimônia de entrega de medalhas em sua primeira corrida em Tóquio. Ela é uma dos doze atletas ligados a A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias competindo nos Jogos Paralímpicos de 2020 em Tóquio, Japão.

Durante o sexto e sétimo dias de competição, o time de goalball dos E.U.A. segue para as semifinais, além de atualizações no atletismo e no arremesso de peso.

Natação

Tupou Neiufi, de 20 anos, da Nova Zelândia, ganhou o ouro nos 100 metros costas S8 (para deficiência física) na sexta-feira, 27 de agosto, com o tempo de 1:16,84. Natural de South Auckland, ela liderou durante as duas etapas da prova e ficou emocionada ao perceber que havia ganhado o ouro.

É a segunda Paralimpíada de Neiufi. Inicialmente, ela foi suplente da equipe neozelandesa que participou dos jogos do Rio de Janeiro, Brasil, em 2016. Após a lesão de uma colega de equipe, ela se juntou à equipe e nadou em três provas. Ela foi a sétima colocada no S9 de 100 metros de costas (para deficiência física) e também competiu no S9 de 50 metros livre e S9 de 100 metros livre. No campeonato mundial de 2019 em Londres, ela foi a medalhista de prata nos 100 metros costas S8 e oitava colocada nos 50 metros livre S8.

Quando Neifu tinha 2 anos, ela foi atropelada, o que resultou em hematomas cerebrais e paralisia de seu lado esquerdo. Ela teve que reaprender a sentar, andar e usar os braços. Ela tentou primeiro o netbol e depois a natação para ajudá-la após o acidente. Ela começou a nadar aos 10 anos e competir aos 11.

Goalball

A equipe dos E.U.A., incluindo Daryl Walker, avançou para as semifinais depois de vencer por 5×4 na prorrogação contra o time da Ucrânia na terça-feira, 30 de agosto. Walker jogou 10 minutos durante o jogo, que é composto de dois tempos de 12 minutos.

Estava 3-1 após o primeiro tempo e 4-4 após o segundo, antes de ir para a prorrogação.

Os E.U.A. terminaram a rodada preliminar na segunda-feira, 30 de agosto, com uma derrota por 3-13 para a Lituânia. Eles ficaram em terceiro lugar entre as cinco seleções do Grupo A, vencendo Brasil e Argélia, e perdendo para o Japão e Lituânia. As quatro melhores equipes dos dois grupos passaram para as quartas de final.

Daryl Walker (no. 1), dá um passo à frente durante a apresentação da equipe dos E.U.A. na partida das semifinais contra a Ucrânia durante os Jogos Paralímpicos de Tóquio de 2020 no Japão, na terça-feira, dia 31 de agosto de 2021.
Daryl Walker (no. 1), dá um passo à frente durante a apresentação da equipe dos E.U.A. na partida das semifinais contra a Ucrânia durante os Jogos Paralímpicos de Tóquio de 2020 no Japão, na terça-feira, dia 31 de agosto de 2021. Credit: Captura de tela via nbcolympics.com

Walker, 39, que nasceu na Flórida e treina em Indiana, tem um albinismo que afeta sua visão e é legalmente cego. Ele fez parte do time que conquistou a prata em 2016 no Rio de Janeiro, Brasil.

Goalball, projetado para deficientes visuais, é jogado em uma quadra do tamanho de uma quadra de vôlei, com linhas texturizadas e uma bola do tamanho de uma bola de basquete com sinos e buracos. Existem gols em cada extremidade da quadra que medem 9 metros de largura.

Cada equipe tem direito a três jogadores na quadra e todos os jogadores usam visores escuros para igualar a capacidade visual enquanto defendem sua rede de 1,3 metros de altura e lançam a bola para marcar pontos.

O esporte estreou nos Jogos Paralímpicos em 1975 e é um dos dois esportes paralímpicos que não tem um jogo equivalente nos Jogos Olímpicos.

Atletismo

A norte-americana Taylor Talbot, se prepara para competir em sua bateria dos 100 metros femininos T13 durante os Jogos Paralímpicos de 2020 no Estádio Nacional de Tóquio na terça-feira, 30 de agosto de 2021.
A norte-americana Taylor Talbot, se prepara para competir em sua bateria dos 100 metros femininos T13 durante os Jogos Paralímpicos de 2020 no Estádio Nacional de Tóquio na terça-feira, 30 de agosto de 2021. Credit: Captura de tela via nbcolympics.com

A velocista americana Taylor Talbot participou da corrida de 100 metros T13 (para deficiência visual) com o tempo de 13,33 segundos em seus primeiros Jogos Paralímpicos. A aluna da BYU–Idaho ficou em quinto lugar em sua rodada e em 17º no geral. Os dois primeiros de cada uma das três rodadas, como também os dois com os próximos tempos mais rápidos entre os 18 corredores, avançaram para as finais.

Talbot, 20, de Oregon, tem retinite pigmentosa, uma doença ocular degenerativa, e é legalmente cega. Quando a equipe paralímpica de atletismo foi anunciada, ela era o último nome do grupo. No dia seguinte, foi informada de que havia ocorrido um erro de cálculo e que ela não fazia parte da equipe. Posteriormente, foi nomeada suplente e recebeu um convite para ir a Tóquio.

No arremesso de peso, o australiano Todd Hodgetts foi um dos três de oito arremessadores que foram desqualificados por não cumprirem os horários de chamada, de acordo com postagens na página de Hodgetts no Facebook. Eles foram autorizados a competir sob protesto. Ele ficou em sétimo lugar entre os oito competidores da divisão F20 (para deficiência intelectual) com um arremesso de 15,48 metros, durante a competição sob uma chuva fraca na quinta-feira, 31 de agosto. No relatório de resultados, os três atletas estão listados como D.N.S. (do inglês, não começou [a prova]). Eles podem fazer seis arremessos do arremesso de peso esférico de 16 libras e usar o melhor resultado dos seis arremessos.

Hodgetts, 33, de Melbourne, Austrália, ganhou o ouro na divisão de arremesso de peso F20 nos Jogos Paralímpicos de Londres de 2012 — estabelecendo um recorde mundial. Em 2016 nos Jogos do Rio, conquistou o bronze. Apelidado de “O Hulk”, Hodgetts foi diagnosticado com síndrome de Asperger quando tinha 8 anos de idade.

Ele está “de bom humor e disse, do seu jeito, que deu o máximo de si, mesmo sob difíceis condições”, de acordo com um post em sua página do Facebook. Em uma postagem separada, observou que “ele estará de volta.”

Athletics Australia postou no Twitter que contestou sobre sua condição de DNS.

Nas redes sociais

O velocista Jason Smyth compartilhou uma foto de sua medalha de ouro que ganhou nos 100 metros T13 (para deficiência visual) e refletiu sobre sua jornada olímpica.

“Tem sido uma jornada e tanto, e me sinto ótimo!!!!!!” ele escreveu.

A corredora Margarita Faundez, do Chile, compartilhou sua gratidão por estar nas Paralimpíadas. Embora ela tenha dito que não foi um de seus melhores momentos, ser capaz de correr 1.500 metros na divisão T11 (para deficiência visual), significa que ela superou muitos obstáculos, incluindo vários desafios de saúde relacionados a uma lesão no quadril, para correr e competir novamente. Ela também agradeceu àqueles que a apoiaram.

“Chorei hoje por me sentir tão amada, esse é o meu prêmio de ouro. Sou décima na @tokyo2020 e ainda estou entre as melhores do mundo”, escreveu ela.

Margarita Faundez.
Margarita Faundez.

A esgrimista para cadeiras de rodas Shelby Jensen compartilhou fotos dela e de suas companheiras de equipe no pátio paralímpico enquanto se preparava para voltar a Utah. Ela compartilhou sua gratidão por seus pais, treinadores e outras pessoas que a apoiaram, e planeja se preparar para competir nos Jogos Paralímpicos de 2024 em Paris, França.

Depois de sua corrida, Tupou Neiufi compartilhou sua gratidão por todos que a apoiaram. “Mal consigo processar qualquer palavra para descrever como me sinto agora, mas obrigada”, escreveu ela no Instagram.

Tupou Neiufu.
Tupou Neiufu. Credit: Thomas Lovelock para OIS via Associated Press

Esperando a competição da quinta-feira, David Blair compartilhou uma foto da Vila Olímpica com seu treinador.

“Obrigado por todo o apoio, posso sentir através do Oceano Pacífico!” ele escreveu.

David Blair e seu treinador.
David Blair e seu treinador.